Cadê o cimento?

Não sei se isso está acontecendo em outras cidades do Brasil (por favor, amigos e amigas, comentem!), mas aqui em Floripa estamos atravessando uma "crise de cimento" e bem na hora que estamos começando a rebocar a casa.

Além do produto ter aumentado DUAS VEZES nos últimos quinze dias, agora as lojas estão racionando a venda e já não se encontra cimento em algumas delas. Na maior da região, onde estamos comprando quase tudo da obra, é preciso entrar em uma fila para compra.

A explicação que recebemos é que o Governo Federal determinou aos fabricantes que priorizem as entregas de cimento para as obras da Copa 2014 e que, por isso, as lojas e construtores individuais estão pagando o pato. Alguém confirma essa informação?

De qualquer forma, conseguimos nos organizar e, a princípio, não vai faltar cimento na obra. Enquanto os pedreiros usam o que tem em estoque, já entramos na fila para comprar mais. E assim vamos em frente!

7 comentários:

Blog do Charles Bakalarczyk 13 de abril de 2011 12:35  

Olha, pelo menos por ora aqui no sul não existe falta de cimento, mas o preço...

Penso que há muita especulação e problemas de logística (li que no Paraná existe dificuldade de formação de estoque por razões de transporte e armazenagem), porque poucas obras da Copa estão sendo realizadas nesse momento.

A demanda aumentou, é verdade. Mas esse aquecimento não é de agora, vem pelo menos desde o início do ano passado. E o programa "Minha Casa, Minha Vida" está meio parado, o que representa um certo "desaquecimento".

A demanda por cimento em 2010 teve uma alta de 15% em relação a 2009 (59 milhões de toneladas de cimento), não houve falta de cimento. Para 2011 o crescimento previsto é menor, cerca de 9% (64 milhões de toneladas).

Para suprir o mercado, a Camargo Corrêa Cimentos operou em todo o ano passado com capacidade máxima instalada, produzindo 8 milhões de toneladas de cimento ao ano (13% da produção do mercado). Mas a empresa já anunciou que trabalha no sentido de dobrar o limite de produção até 2016. Até 2015 a Camargo pretende inaugurar pelo menos seis novas fábricas, já prevendo a demanda decorrente das Olimpíadas e Copa do Mundo.

Mesmo sem haver aumento de custo na produção, o preço sobe em função da demanda. Lei de mercado, que tem de ser "cumprida" pelos consumidores. Lucro enorme para quem fabrica.

Para mim isso é abuso...

Gloria 13 de abril de 2011 14:34  

Bom por aki o preço so disparou mas ainda tem pra vender tranquilamente.

Denise 13 de abril de 2011 21:14  

Desde o início da obra não estou tendo problemas para entrega, a última compra foi no começo do mes e foi normal. Aqui em SP estou pagando o mesmo valor já faz um bom tempo... Negocio com duas casas de material de construção e estamos conseguindo um preço razoável.

Cê Vilanova 14 de abril de 2011 00:02  

olá! aqui no Rio também não percebi esse problema, se bem que (graças a Deus!) paramos de comprar cimento a umas 3 semanas!!
sorte por ai!
bjs

Anônimo 19 de abril de 2011 10:13  

acorda meu povo, "existe a importaçao" e detalhe mais barato, ate quando vamos ficar nas maos de alguns intereceiros....

Wilson 25 de abril de 2011 18:36  

Não há cimento em Florianópolis. Minha obra parou hoje.

Grazi 30 de abril de 2011 09:35  

Moro no interior do Paraná, em Faxinal, próximo a Londrina, aqui não falta cimento não. Aliás, que desculpinha esfarrapada essa das lojas hein? Um abraço!

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Sobre o blog

Esse blog é o relato das nossas experiências ao construir uma casa em Florianópolis.

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